28.2.12

o sol brilha por si só


(às vezes, bem às vezes - e sempre no crepúsculo) (que merda?)


desafio a mim mesmo: achar um sentido no que escrevo

17.2.12

começo a escrever qualquer coisa nada compreensível e apago no meio esperando que tudo aquilo fuja a mim

nunca acontece

acabo por dormir e sonhar com o que não queria

Ridículo

É o que tornar-se-ia todo esse texto não fosse o álcool em meu sangue, não fosse a falta de inibição presente em minh’alma.
Sobre o que escrever não é de todo um problema visto minha falta do fazer do aparecer do ser do estar do que quer que seja necessário para aparentar minimamente um interesse por parte de você – por parte de qualquer um.
Nada mais sou do que aquele simpático – o sem muito além do que aparenta ser – o cara maneiro, que, por virtude ou muita força de vontade, acaba agradando temporariamente os espectadores.
Espectadores, sim, porque nada mais são esses seres do que meros julgadores do que sou, seria, aparento ser ou qualquer coisa parecida. Nada querem de mim além da ocupação mental de suas ideias, a calmaria absoluta advinda do nobre pensar, da análise de outrem por meio de argumentos falhos, ideias errôneas, preconceitos burgueses.

Quero ou não mais que isso?
Sim, não, por que? Porque
Por      que !         ?
Eu, que nada mais e nunca soube, só sei que em mim não há mais espaço para hipocrisia e abuso de minha força de vontade por aparentar ser alguém minimamente compreensível.
Vejo apenas interesse no lugar da inocência.
Vejo desejo no lugar da admiração.
Vejo luxúria do lugar do livre pensar.

Vejo tudo aquilo que não desejava, vejo isso se materializar.
Não que seja de todo
Ruim
Afinal, nada mais natural
Que a doce
Ilusão
Do criar
Nada temo, tempo, tenho, no entanto
Sei que tudo há de passar, nem que seja à força
Sei que de tudo há de restar
Apenas
Não obstante a fúria,
O desejo incessante de mudar

Mudar que quer que seja
Mudar, mudar, cambiar
Quando, como, onde
Isso de fato eu não sei, mas sei que vou arrumar

gente mais que merda por que eu comecei a rimar sem querer ar ar ar cheguei a ficar sufocado com tanto gás

1.2.12

"Aceito e venho por meio deste
informar que sou triste parte integrante fundamental
resignada e suicida do seu plano de detrição
de mim"

O mais bizarro é pensar que eu só tinha feito isso pensando que você se sentiria melhor assim. E que foi uma das decisões mais difíceis que já tomei.

A mais idiota também.

amo-te



Atualização diretamente do estágio: percebi que faltava um "e" no anagrama do "sou triste" e pensei que seria "sou triste e fundamental", pra perceber o comentário e pensar "caramba, a língua portuguesa é linda" (e um bocado trágica)

31.1.12

das poucas vezes em que eu me vejo obrigado a tomar decisões que vão me afetar durante muito, muito tempo.

Nunca roí tanto as unhas como nesses últimos dias. Preciso controlar minha ansiedade

29.1.12

Posso ser piegas e curtir a vibe de "someone like you" da Adele? Adoro ser patético às vezes

18.1.12

É estranho me sentir assim.

Não sei se é bom, se é ruim. Só sei que essa é uma das poucas vezes que escrever não me ajuda em absolutamente nada (não sei o porquê de ainda tentar)