engraçado (ou talvez meramente patético) o quanto eu busco respostas em vidas alheias, experiências outras. cá estou eu lendo um texto de um desses empreendedores do vale do silício sobre a importância de uma rotina matinal extremamente regrada para a concepção de que, sim, tenho controle de minha vida e, sim, sonhos são alcançáveis, etc, etc.
tudo ótimo, eu mesmo fui ler o texto por compartilhar uma pré-disposição para este tipo de prática, sabe, realmente é muito bom ter alguma rotina minimamente estabilizada (veja-se euzinho hoje sem querer acordar porque, bem, não tava mesmo a fim, não tenho textos lidos tampouco a vontade de levantar-me para enfrentar o dia-a-dia, rotina nessa cidade caótica) mas então o choque: o cara usava uma máquina que dizia quando a mente dele estava, de fato, calma.
céus, céus, céus. por que?
por que raios alguém compraria uma máquina para meditar? a ideia é exactamente a libertação humana por suas próprias capacidades cognitivas, a supressão das necessidades mundanas mediante a consciência de sua condição no espaço-tempo do aqui-agora, céus, por que raios alguém compraria uma máquina para meditar?
ela custa 295 dólares (4 dólares de desconto, 1%, segundo amazon, amazon, amazon)
o rapaz-moço também parece reservar uns 20 minutos, 20 minutos de tempo de suas manhãs-sempre-as-mesmas a ler ler ler sucessos alheios, exemplos bem dispostos de gente que conquistou sonhos porque criou sonhos porque fez de seus sonhos os sonhos alheios, fez de seus sonhos os outros sonhos dos outros das outras tantas tantas pessoas por aí a tentar conquistar sonhos sonhos sonhos (seus sonhos?) céus, por que raios alguém compraria uma máquina para meditar?
mas gente o rapaz-moço diz tudo o que faz, detalhe por detalhe, quer que todo o mundo - todo o mundo? - faça igual? será que todo o mundo - todo o mundo? - pode fazer o mesmo e chegar no mesmo e fazendo o mesmo e chegando no mesmo todos os sonhos chegariam lá - por serem o mesmo sonho o de todo o mundo - todo o mundo?
céus,
eu preciso de uma máquina
de meditar
pra ser quem
quero eu
ser?
quem?
24.8.15
15.8.15
13.8.15
uma questão a ser considerada é o fato de eu querer ficar criando identidades para cada vômito meu internet afora. não, nunca isso será possível porque eu sou caos e caos e do nada (do nada) só respiro e foda-se, vou lá viver minha vida burguesa e me preocupar com uma profissão ingênua que olha o mundo mas não muda o mundo mas não molda o mundo mas não
daí essa ânsia: eu sei que o pensamento inerte queima, arde, cria câncer mesmo no corpo mas como me cristalizar enquanto eu numa realidade num tempo numa ideia do que penso ou pareço ou quero ser? eu sei lá o que quero ser?
embrace your weirdness. thats what i've read somewhere on the internet and it made so much sense to me that right now i feel like i can only express this (poorly) in english. maybe thats not the weirdness they that was told about but whatever. whatever.
maybe i'll never be who i think i might want to be; maybe i'll just stay an older version of me as my parents became an older version of them and made me (at least with love) and i'll just have to tender some kind of person so i can feel that any of my feelings about the state of the world is kind of memorable.
maybe creating memories for myself isnt enought. maybe i'm in some kind of journey of memories for others - memories like my owns - and its so fucking hard, so fucking hard.
i'm not trying. im just faking it. faking it so i can feel like ive tried in some short future but still faking.
fake fake fake
fake
fake
sair da zona de conforto
sair da zona
de
conforto
é,
daí essa ânsia: eu sei que o pensamento inerte queima, arde, cria câncer mesmo no corpo mas como me cristalizar enquanto eu numa realidade num tempo numa ideia do que penso ou pareço ou quero ser? eu sei lá o que quero ser?
embrace your weirdness. thats what i've read somewhere on the internet and it made so much sense to me that right now i feel like i can only express this (poorly) in english. maybe thats not the weirdness they that was told about but whatever. whatever.
maybe i'll never be who i think i might want to be; maybe i'll just stay an older version of me as my parents became an older version of them and made me (at least with love) and i'll just have to tender some kind of person so i can feel that any of my feelings about the state of the world is kind of memorable.
maybe creating memories for myself isnt enought. maybe i'm in some kind of journey of memories for others - memories like my owns - and its so fucking hard, so fucking hard.
i'm not trying. im just faking it. faking it so i can feel like ive tried in some short future but still faking.
fake fake fake
fake
fake
sair da zona de conforto
sair da zona
de
conforto
é,
7.7.15
socorro perdi o dom de escrever e-mails
perdi essa habilidade tão essencial na sociedade comunicação em massa
socorro perdi o tom do escrever e-mail
já não sei expressar alegria radiante sem um tom irritante
socorro perdi já foi
não volta meu deus que porra mais trágica. eu só não consigo escrever direito um e-mail. eu quero ser empático sem no entanto abraçar desnecessariamente qualquer palavra que seja. e a vergonha de errar faz o escape pra esse meio, um meio de desabafo sem resistência vômito digitado alma da
baia o trabalho
me inclui
o trabalho
enobrece
o trabalho
movimenta
não quero trabalhar.
não quero
trabalhar
como quem pensa
mas
dia sim dia
não
dia sim dia
sina
dia sim
dúvida - museu nacional
11.3.15
eu só quero a atenção, eu só quero a atenção
sua sua sua
eu só queria sua atenção e seu incentivo e seus parabéns, patéticos, eu e meu super ego, talvez, mas triste pensar: trata-se da dura realidade.
a dura realidade de te encontrar depois de meses de mensagens visualizadas e falar, num tom acusatório, o quanto você ficou bem com esse cabelo, nossa, até te pegava, mas nossa, nossa, quão patético é escrever essas linhas, quão patético é pensar haver um espelho entre nós, espelho de tempo que almejo quebrar, almejo destruir, destroçar com pensamentos cada vez mais canalhas, pensamentos cada mais vez sórdidos, cadamentos pensa mês cais tófilhos
no fundo eu só queria tomar um café e discutir aquele seu livro recomendado, falar sobre como mudou minha vida - obviamente isso não importa - e sobre minhas frustrações, acho que você entenderia, acho que você
acho que você me ignora por inveja (já pensei nisso) ou porque feri seu ego (provavelmente foi) permanece, em mim, a vontade, a latência de grafar: não, foi, por, mal.
não foi por mal esse mal estar interno essa cabeça dura essa arrogância, essa arrogância de ser quem quero que seja quem quero que veja quero quero quero quero
sua atenção, céus, que patético
sua sua sua
eu só queria sua atenção e seu incentivo e seus parabéns, patéticos, eu e meu super ego, talvez, mas triste pensar: trata-se da dura realidade.
a dura realidade de te encontrar depois de meses de mensagens visualizadas e falar, num tom acusatório, o quanto você ficou bem com esse cabelo, nossa, até te pegava, mas nossa, nossa, quão patético é escrever essas linhas, quão patético é pensar haver um espelho entre nós, espelho de tempo que almejo quebrar, almejo destruir, destroçar com pensamentos cada vez mais canalhas, pensamentos cada mais vez sórdidos, cadamentos pensa mês cais tófilhos
no fundo eu só queria tomar um café e discutir aquele seu livro recomendado, falar sobre como mudou minha vida - obviamente isso não importa - e sobre minhas frustrações, acho que você entenderia, acho que você
acho que você me ignora por inveja (já pensei nisso) ou porque feri seu ego (provavelmente foi) permanece, em mim, a vontade, a latência de grafar: não, foi, por, mal.
não foi por mal esse mal estar interno essa cabeça dura essa arrogância, essa arrogância de ser quem quero que seja quem quero que veja quero quero quero quero
sua atenção, céus, que patético
29.12.14
22.12.14
caramba caramba olha lá eu
ali no meio
da gente linda
olha lá olha lá
eu to ali
entre eles dois
os dois mais belos
os dois mais eu
olha lá bem lá mesmo
vai me ver você
sentadinho ali
por entre as esfinges,
oculto entre as sombras
tá escura mas dá pra ver
me ver
olha só
olha bem
to ali
você verá
não é credo é prova
cabal prova gráfica
fotográfica
de minha presença
ali entre seus olhos
frente ao seu nariz
é serio veja lá que olhos bem cegos
não veem ouro, sequer luz
precisas de atenção
se queres atenção
ali no meio
da gente linda
cade
olha lá olha lá
eu to ali
entre eles dois
os dois mais belos
os dois mais eu
mas onde
olha lá bem lá mesmo
vai me ver você
sentadinho ali
por entre as esfinges,
oculto entre as sombras
ta escura a foto
tá escura mas dá pra ver
me ver
olha só
olha bem
to ali
você verá
acredito em vc
não é credo é prova
cabal prova gráfica
fotográfica
de minha presença
ali entre seus olhos
frente ao seu nariz
tudo bem
é serio veja lá que olhos bem cegos
não veem ouro, sequer luz
precisas de atenção
se queres atenção
ok ricardo
se não podes ver o óbvio como podes crer no pensar
ricardo
eu não
. .. . . . . .. . . ..... .................. .........pois você
fodase
eu não posso................. .... ..... . . .... . . . . .. .
eu não
. .. . . . . .. . . ..... .................. .........pois você
fodase
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