21.2.14

E por falar em saudade, onde anda você?

15.2.14

foooooouda-se
aquela pessoa sem maturidade sem maturidade sem maturidade não muda não muda não muda e ainda se importa com pequenas bobagens da vida virtual como:

desabafar em blogs abandonados
sentir a falta de fotos

tudo isso com a dose de hipocrisia de sempre

3.1.14

tiro a identidade da carteira
e agora
quem
sou?

noutras terras, noutras línguas
sou étranger
je suis estranho
foreign extraterrestre
colonizado, colonizador

quem sou, para quem sou

sou em inglês espanhol francês e português
nice to meet you, monsieur
por favor
muchas gracias

números, ainda sou
vários e muitos e com letras no meio
sou uma marca d'água que me confirma
também sou chiados digitais impressos em papel

passarão luzes vermelhas e verdes
carimbos e datas
assinaturas e vistos
pois precisam garantir que eu seja
eu mesmo

e passarão filas e
sensores e
balanças e
alfândegas e
esteiras e
cabines e

passarão dias e meses e
frios, carnavais, provas
refeições e séries de tv

roupas sujas serão lavadas
descargas serão acionadas
noites serão dormidas

serei ainda
eu
o mesmo?

16.12.13

Acho que eu sou uma daquelas pessoas que a subjetividade foi profundamente afetada por essa integração android nossa de cada dia: qual o meu nome na agenda do celular? Publicou foto comigo no facebook? Fala comigo as coisas mais ordinárias da vida no whatsapp?

É idiota, mas acho que essas coisas dizem muito. Ou pra mim dizem bastante, sei lá.

enfim

9.12.13

Nostalgia do presente é sinal de maturidade?

Saber que as coisas acabam, terminam, vêm, vão, e a vontade de viver o agora como nunca mais: isso é bom?

Eu sempre gostei do infinito. A ideia de "pra sempre" já foi tão certa pra mim quanto os segundos que passam. Mas é bem isso mesmo: os segundos passam, passarão, passarinho etc.

Passamos eu e você, vamos passar eu e ele e, tão breve quanto as memórias, pá. Acabou.

Sério, isso é tão triste...

Por que eu sei que em um segundo já terminei o curso de ciências sociais e vou começar a surtar com o mestrado e doutorado e aí quando eu vi to batendo na porta do desemprego e miséria?

Eu me prendo muito ao passado talvez por isso: sempre achei que fosse pra sempre. Aí, óbvio, machuco os outros porque sou um egoísta fodido, mas continuo como? Egoísta & fodido.

Pois bem, passarinho o caralho. To mais é pra, sei lá, minhoca, baleia em putrefação, coisas do tipo. Talvez guardar tudo isso seja o pior

Pra quem eu escrevo isso? eu ele você nós tudo isso vai fazer algum sentido em 10 anos? 20 anos? Uma eternidade?