20.12.15

12.12.15

gostaria de tentar me explicar com o instante do pensamento
esse tempo entretanto fugidio não permite
o livre esclarecimento de ideias
deste modo impedido
de explicar qualquer coisa que seja

penso assim no entanto
pois é meu único modo por enquanto
leio revejo erros
ou canso

8.12.15

mais um post da série pedro patético

eis que decido não mais viver tão dependente e, agora com mais tempo livre depois do fim da fgv na minha vida, procuro um estágio em direito que me contrate, que me pague, que ocupe meu tempo, enfim

os anúncios já tão estranhos só não deprimem a alma pelo salário pago. bom, muito bom, levando-se em conta uma jornada de 6 horas e diploma algum em mãos.

alguns e-mails e telefonemas depois, minha primeira entrevista empresarial depois de anos, veja, achei que estivesse enferrujado, mas não, não estou, fui bem, sabe, o moço até falou no final "estou procurando alguém com o seu perfil"

pode ser que eu não seja contratado nem nada mas bate um sentimento duplo agora: ao mesmo tempo que quero demais um emprego, céus, como serei miserável

porque sei que voltarei à rotina dos prazos, das petições, das verdades forjadas e interesses dispersos, porque sei que precisarei me empenhar em órgãos públicos e convencer pessoas de que o meu problema (nunca é meu problema) é o maior problema de todos e precisa precisa precisa de solução: pra já!

e um problema nunca é apenas um problema. com ele vêm uma série de outras questões, outras marcas, calendários, disciplinas, com um problema temos uma gama quase infindável de novos outros problemas, outros novos problemas surjem de problemas em problemas, problemas multiplicam-se como dores e, quando estás em posse de todas as suas faculdades mentais, percebes a insanidade de tudo aquilo

e pra quê? quer dizer, uma vida burguesa é cômoda, sim, talvez necessária, mas sério mesmo que precisamos todos nos submetermos a problemas que criamos pra dar algum sentido às existências?

sério mesmo que é esse o preço a ser pago pela homogeneidade?

pela crença nessa vida que escolheram para nós?

talvez eu precise passar por tudo isso, penso, incrédulo, ao escrever tais palavras em um computador mudo em seu teclar

tic, tic, tic

talvez uma dose de humilhação cotidiana faça bem pra esse ego,

tic,

talvez uma vez mais
iludido, vendido,
para entender qualquer coisa que seja



tic tic tic
antes eu queria um emprego comum
tic
agora tenho a chance de ter a chance de ter
a chance de estar errado
tic


4.12.15

é engraçado de ver os resquícios de estudantes brasiler-s ainda no ciência sem fronteiras

como que em uma outra realidade, esbajam o dinheiro público com a melhor questão

educação

esbanjam visitas incríveis a castelos europeus,
debatem sobre as aulas nas particulares americanas
roem as roupas do rei de

brasília pega fogo
incendeia

a bandeira nacional é hasteada e logo
então desprezada (amém)

ainda assim em euro em dólar
ien el-s ganham para

estudar

(que bom, penso)
(pelo menos a corrupção vira educação)
(ocidentalizada)

22.11.15

como encontrar-se em um mundo de constante mimetização?

é uma pergunta fácil para uma responta impossível. na realidade não "se encontra", como muito nos parece. não se esbarra com um passado tangível senão em pensamento: então por que a imagem do encontro?

talvez seja efeitos de uma identidade por demais pautada num espelho, eu diria, mas na realidade não sei mesmo. sei, entretanto, que isso é um parâmetro estranho, engraçado até, pensar que poderemos um dia nos encontrar. sabe? talvez a gente se encontre em um texto uma fotografia mas jamais encontraremos nada além do que queremos pensar que podemos encontrar. então por que o encontro?

talvez o encontro seja apenas uma forma mais simples, singela, de dizer as coisas que queremos dizer, sabe, de pensar as coisas que podemos pensar, dizem, talvez o encontro seja uma metáfora que facilita o pensamento e apenas isso, apenas isso.


20.11.15

é bem mais difícil do que se imagina observar coisas óbvias



this is a vaporwave experiment,







(ouça),



o óbvio peca pela subestimação: da própria consciência, da consciência alheia, da realida

o óbvio, por vezes, subtrai-se em deboche e corta, de imediato, olhares outros que porventura poderiam - podem - dotar quem os fenômenos vê de um pensamento mais criterioso, sinuoso,

mente quem diz que

óbvia realidade aparece, claro, sem muitos mais ornamentos que a fumaça que dissipa,
que a luz que escapa,
que a matéria que molda
a terra a girar

constantesempre

óbvio, certo, sim termos que confundem termos que

se empregados levianamente, se

poderiam custar alguma coisa
óbvia vida:

somente o improvável: óbvio
somente o inconstante; óbvio
dizem, apenas o importante, óbvio
dizem dizer . certamente o óbvio ...




dizem parece seria suposta menos seria
mais relevante que o absurdo::

pensa de novo e de novo - criar sentido fantasia não é nenhum mistério

it-s all iN yourr heDadd

it-s aLL in yOur hea,d